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ÁGUA: UM Regina Helena de Paiva Ramos O excelente jornalista e ambientalista Marcos Sá Corrêa – que para meu orgulho prefaciou meu livro “Mata Atlântica, Vinte Razões para Amá-la” – escreveu no Estadão um dia destes que as pessoas estão se preocupando com a febre amarela, com comprar velas para um próximo “apagão” mas se esquecem da água. Quer dizer, de poupar água. O presidente Lula garante que não vai haver “apagão” e “determinou” aos ministros “Não me venham com cortes de eletricidade”. Como se isso fosse possível se São Pedro não mandar muita chuva nos próximos dias! Mas o nosso mandatário máximo acha que também pode mandar no regime de chuvas. Ele pode tudo! E a gente tem que torcer para que o pé quente do presidente continue fervendo, porque se não chover muito – e nos lugares certos, ou seja, nas bacias hidrográficas – vamos mesmo ter um novo “apagão”. O último, durante o governo Fernando Henrique, para o PT foi culpa do presidente. O de agora será, com certeza, culpa de São Pedro. Na verdade o primeiro foi culpa do governo Fernando Henrique, sim, e o que poderá vir agora será também culpa do governo. É o óbvio ululante! Dona Dilma Roussef, a nossa dama de ferro – e vocês acham que só a Inglaterra mereceria ter uma? - deixou de fazer várias coisas, paralisou várias usinas, interrompeu a construção de outras. E nosso Guia Maior se entendeu tão bem com o Evo Morales que também vamos ficar sem gás. Embora ele diga aos quatro ventos que não vai faltar gás. Quanto mais diz “não” mais eu acredito no “sim”. Resultado de todos os desmandos e até de falta de mando é que a crise energética está batendo à nossa porta. Mas pode piorar ainda mais, eis que vai ser nomeado Ministro de Energia o senador Lobão, que, como diz o jornalista Carlos Brickmann, de eletricidade só sabe que tomada dá choque... E daí, não é? Brasileiro nasceu mesmo pra sofrer! Mas como não nos chamamos Dilma Roussef nem Lula temos que fazer a nossa parte. Adianta? Claro que sim!. É a história do beija-flor que viu um incêndio e começou a carregar água no seu minúsculo biquinho. Riram dele e o beija-flor respondeu: “Estou fazendo a minha parte”. A nossa parte é não lavar calçadas com o bico do esguicho, é não escovar os dentes com torneira aberta, é não tomar banhos demorados, é não lavar o carro com a mangueira aberta, é reparar com urgência vazamentos mesmo que sejam mínimos, é não deixar a torneira pingando, e – se possível – mudar as descargas de banheiro para as mais modernas, as que utilizam menos água. Aliás, no caso de Maresias não houve apenas desperdício de água, houve também desperdício de dinheiro. Chuveiros instalados, na primeira ressaca foram pro beleléu: as ondas levaram alguns e os outros a areia enterrou. Olhem as fotos:
Fila da balsa: talvez serenidade resolvesse Regina Helena Nessa história de fila da balsa para Ilhabela até acho que o prefeito de São Sebastião tem alguma razão. A fila incomoda mesmo, principalmente quando entra pela Vila Amélia. Perturba a vida dos moradores, sim. Fora os detritos que ficam nas ruas, ocasionados pelos vendedores ambulantes e pelos cidadãos mal educados que não sabem – ainda! – que não se deve jogar nada no chão. Claro que o mau exemplo vem também de cima, lembram do presidente Lula jogando o papel de bala pra trás, numa solenidade? Mutirão Verde foi “Somos herdeiros do futuro As crianças da EMEI “Branca de Neve” cantaram assim, antes de partir para o plantio dos doze paus-brasil que lhes foram ofertados pelo viveiro de Norberto Baracuhy. Aconteceu no dia 21, Dia da Árvore, com o incentivo da SAMJU, que se engajou no Mutirão Verde da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Nada e ninguém vai tirar das cabecinhas daquelas crianças os ensinamentos recebidos agora. Serão certamente cidadãos mais participativos.
No dia seguinte a SAMJU realizou o 2o. Troque Sucata por Feijão: foram distribuídos 350 quilos de mantimentos (feijão, arroz, farinha, sal, açúcar, óleo, balas e bolachas, além de latas de leite). Quem trazia os mantimentos levava uma muda de pau brasil. E quem trazia sucata levava pra casa alimento. A maior parte da criançada voltava à porta da SAMJU de cinco em cinco minutos: o produto mais cobiçado eram as balas. Veja as fotos do Troque Sucata por Feijão (clique para ampliá-las):
Plano Diretor volta a ser discutido
Foto: Revista TRIP CONSIDERAÇÕES SOBRE Como membro do Núcleo Gestor, representante das Sociedades de Bairro da Costa Sul (Federação Pró Costa Atlântica), analisando o texto apresentado (agora sem a Lei de Uso e Ocupação do Solo e sem as Leis do Condurb, da ZEIS e da Planta Popular, essas últimas já aprovadas pela Câmara Municipal) tenho a informar o seguinte: numa primeira leitura, constatei a existência de alguns itens que precisam ser melhor discutidos, seja para aperfeiçoamento da redação seja para sua supressão. Há também alguns itens que devem ser acrescentados. Expus essa opinião na Reunião do Núcleo de 12.09.07, passando a detalhar: O artigo 1º, que trata da duração do Plano, estabelece sua vigência para 2008 a 2012. Seria necessário discutir melhor pois o Plano Diretor deve estabelecer diretrizes para planejamento de médio e longo prazo. O prazo curto de 5 anos para sua revisão deveria estar condicionado a fatores de grande alteração nas condicionantes atuais do Plano, sendo o citado prazo o mínimo para a revisão e não o máximo para vigência. No artigo 18º que trata do Turismo, embora haja referência nos incisos XXI e XXII a Programa Municipal de Ecoturismo, não há qualquer menção a Plano Municipal de Turismo. Por outro lado, o inciso XXXII do mesmo artigo autoriza criação da taxa de turismo a ser regulamentada pelo Executivo, destinada a arrecadação para o Fundo Municipal de Turismo. Trata-se de dispositivo inconstitucional que deve ser suprimido, pois taxa é tributo e, portanto, necessita de Lei específica. O artigo 35º ao estabelecer que o ordenamento do uso e ocupação do solo devem obedecer as diretrizes do Plano Diretor excetua expressamente construções, usos e atividades dos equipamentos públicos e de interesse social. Exceção que deve ser suprimida do texto, criando-se um parágrafo que permita a criação de equipamentos públicos necessários, sem a quebra genérica da Lei e sem a definição precisa de quais equipamentos públicos e que interesse social. O artigo 43º que trata das Unidades Espaciais de Planejamento, dividindo o Município nas unidades de Enseada, Centro, Maresias, Boiçucanga e Juquei, repetindo a divisão estabelecida no Plano de 1998, deveria ser alterado, para facilitar o planejamento e participação das comunidades dos bairros em pelo menos mais uma unidade na Costa Norte, Canto do Mar e mais duas na Costa Sul , a de Barequeçaba abrangendo da Praia Grande a Toque-Toque e a de Boracéia até Barra do Una. No capitulo que trata dos instrumentos urbanísticos (Indução ao desenvolvimento urbano), artigos 51º a 56º e seus parágrafos, onde se lê “se darão por regulamentação específica, baseada no Plano diretor”, deve ser alterada a redaçãopara “Lei Especifica baseada no Plano Diretor”. No artigo 57º, que trata das ZEIS, deve ser acrescentado “e só poderão ser Decretadas nas Áreas de Interesse Social constantes dos Mapas Anexos a este Plano Diretor”. Estas foram as primeiras questões por mim levadas ao Núcleo Gestor como representante do segmento Sociedades de Bairro da Costa Sul. Seria bom que cada Sociedade examinasse a minuta e anexos que estão no site da Prefeitura e me enviasse comentários, sugestões e propostas de nosso interesse e de interesse geral o mais rápido possível. Na reunião do Núcleo da próxima quarta feira, dia 19.09, tentarei junto aos demais membros do Núcleo Gestor aumentar o prazo para recebimento de sugestões. Sergio Pereira de Souza O Imperador nos cobra nova taxaRegina Helena de Paiva Ramos Já vi três incêndios em Juquehy. Nos três casos, as casas arderam por inteiro. Num desses incêndios o caminhão de água da Prefeitura, que poderia ajudar, não subiu a serra de Maresias e, portanto, não chegou ao nosso bairro. Em outro, os bombeiros que ficam no centro da cidade estavam apagando um incêndio por lá e não foram até a Costa Sul. No terceiro os bombeiros chegaram, sim, mas depois que tudo tinha ardido e não restava mais nada a fazer. Isso do lado do fogo. Do lado do mar – afogamentos – bombeiros são chamados apenas para resgatar corpos. Os guarda-vidas que pertencem efetivamente à corporação só estão presentes durante a temporada de verão, ainda assim mesmo com enorme precariedade. O que adianta ter dois ou três guarda-vidas para uma praia de três quilômetros e meio? Fora da temporada é a SAMJU que paga guarda-vidas particulares, também com precariedade, pois a SAMJU não tem recursos para colocar na praia pelo menos seis guarda-vidas, o que seria mais ou menos confortável para a segurança dos banhistas. Pois vem agora o senhor Prefeito de São Sebastião - também conhecido como o Infalível, o Imperador de Todos, o Papai-Sabe-Tudo – e nos impinge mais uma taxa, criada pela Lei Complementar n° 79/2006, criadora da Taxa de Serviço de Bombeiros. A tal lei complementar é inconstitucional, como também o é uma outra lei, igualmente assinada pelo Papai Sabe-Tudo - que cria a Guarda Municipal e vai fazer o contribuinte pagar mais uma conta. E que não fosse inconstitucional, essa taxa de bombeiros! A Costa Sul, separada do centro da cidade em alguns casos por mais de uma hora de viagem não tem corpo de bombeiros, nunca teve e vai continuar não tendo. Os bombeiros vão chegar aqui, sempre, depois que o fogo consumir tudo. Muitas e muitas vezes a SAMJU se dirigiu à corporação solicitando providências para a instalação de uma “filial” dos Bombeiros por aqui e sempre recebeu negativas: não há verbas, não há gente. E, convenhamos, não há vontade política. A Costa Sul que arda no fogo do inferno! Como arde sem segurança; como arde (e fede!) sem saneamento básico! (*) Como arde com escolas onde alunos não têm livros! Como arde com transporte péssimo! Como arde sem uma coleta seletiva que preste! Como arde com aprovações esdrúxulas para construtores que fraudam a linha média da maré. A Costa Sul arde, e pronto! A Costa Sul só tem um direito: pagar IPTU e todas as taxas que o Imperador quiser inventar! A Sociedade Amigos do Juquehy está recomendando a todos os seus associados que não paguem essa absurda taxa. Chega de exploração! A Federação Pró Costa Atlântica representará ao Ministério Público contra mais essa excrescência. (*) Juquehy tem rede e estação de tratamento de esgoto, hoje porque a SAMJU e os proprietários pagaram o Projeto Básico. Mesmo assim tiveram que esperar 18 anos para que o sistema fosse implantado.
Para comemorar o Dia do Meio Ambiente os monitores da SAMJU, acompanhados da equipe do Greenway e da Agenda 21 fizeram uma trilha da praia da Boraceia à Praia Brava. A funcionária da Samju, Meire, os acompanhou. Dias antes os monitores da SAMJU participaram de palestra sobre Aquecimento Global com Carlos Aymar, da Agenda 21. As fotos mostram o passeio que começou às 11 e só terminou às 17 horas:
Ainda em Juquehy a diretora da EMEI Branca de Neve, Sandra Pereira da Silva, plantou com os aluninhos uma dezenade paus-brasil em torno da escola.
RecordandoDia do Meio Ambiente Sabe essas árvores enormes que você vê na avenida de entrada de Juquehy? Até que elas cresceram rapidamente. Há dez anos – no dia do Meio Ambiente de 1997 – a SAMJU organizou um mutirão para o plantio de espécies de Mata Atlântica no canteiro central. Tinha chovido durante a noite e o canteiro central era uma lama só! As árvores foram compradas por Moacyr Colli Júnior (que era o presidente) por José Eduardo Badejo Kazniakovski (vice-presidente) e por Regina Paiva Ramos. Eram ipês roxos, pitangueiras, oitis, coqueiros jerivá, ingás, patas-de-vaca, quaresmeiras, manacás. A Prefeitura, na véspera, fez os buracos. E quem apareceu para plantar trouxe – a pedido da SAMJU – pás e enxadas e terra vegetal. Quem plantou? Maria Rabioglio e os filhos; Betão Malta Moreira e Esmeralda; José Eduardo; Moacyr; Regina; Lalau e Helena; Armando Bitencourt e Etelvina; Dirceu Ramos; a professora Cida; Adilson; Valdemar Pinto; Waldir; Angélica e Claudia (filha e sobrinha de Valdemar Pinto). Graças a esse mutirão num dia de chuva e de lama as árvores estão lá: frondosas, bonitas, algumas florescendo e todas atraindo pássaros e enfeitando a avenida. Nós, da SAMJU, olhamos com orgulho para elas. E é por isso que ficamos aborrecidos com os homens que vendem redes – eles penduram as redes, sem cerimônia alguma, nos galhos das árvores. Alguns galhos já quebraram por causa disso. Alerta, portanto: não compre redes de gente que as pendura nas nossas árvores! Pare o carro e diga que eles devem sair dali e ir dependurar as redes na tonga da mironga do catuletê! Falta de respeito com a natureza! Nas fotos que você vê hoje estão Zé Eduardo* em primeiro plano e ao fundo vários plantadores. Na outra, Paulo e Rabioglio em ação e Zé Eduardo* observando. Na terceira foto dá pra ver os plantadores em plena lama do canteiro central. Lama e chuva que não afastaram a vontade de servir ao bairro.
* NOTA: Esta notícia já estava pronta quando soubemos da morte do Zé Eduardo Badejo Kazniakovski. Toda a diretoria da SAMJU e os associados que o conheceram lamentam sua morte prematura. José Eduardo era um apaixonado por Juquehy e as fotos que ilustram esta matéria provam isso. José Eduardo foi vice presidente da SAMJU em duas gestões, seu tesoureiro e presidente por duas vezes. Deixa muitos amigos no bairro. Era casado com Maria Del Carmem, deixa os filhos Lara e Edu (atual tesoureiro da SAMJU) e o neto Enzo.
O AZUL-MARINHO* Tenho quase 60 anos. Quando tinha 8 anos comecei a trabalhar na casa do Chico Latine, cuidando dos filhos dele, menores que eu. Comecei a aprender cozinhar aos 13 anos quando esse meu patrão mandou fazer um banquinho para eu alcançar o fogão.
Na época da escola, que era uma casa de tábua em frente ao mar, bem pertinho de onde é hoje a Mauricio Benedito Faustino, eu não tinha sapatos. Ia descalça com saia plissada azul-marinho e blusa de tergal branca. Uma vez fiquei de castigo trancado numa salinha cheia de bananas e caixas de leite em pó que a Dona Nilza, de São Paulo, dava para a escola. Com muita raiva descasquei bananas e comi molhando no leite em pó. Fugi pela janela e torci o pé. Dois dias depois o professor foi até minha casa saber por que eu estava faltando. Nessa mesma época, na rua em que eu moro até hoje, só tinham três famílias. Com minhas amigas, todos os dias brincávamos de pega-pega no campo de bola e, quando os passarinhos paravam de piar, procurávamos seus ninhos. Não gosto muito de comer peixe; gosto mais de bife, mas meu marido, que pesca até hoje, precisa comer sempre. Ainda faço o verdadeiro pirão: no prato fundo colocam-se o caldo do peixe depois a farinha e a banana. E é só mexer. No meu quintal moram os meus três filhos. Hoje não temos mais sossego e a droga chegou para tirar, de nossas famílias, nossos filhos. A delegacia não fica aberta à noite e não tem mais festa. E eu adoro festas. E quem quiser comer o verdadeiro azul-marinho* é só me procurar. Arrelá! LOLA - AURORA DOS SANTOS OLIVEIRA - (12) 3863-3111 * A receita está no tópico VIDA CAIÇARA.
PRESERVAR O JUNDU,
O jundu ou escrube, vegetação típica das areias praianas que a maioria dos ocupantes de imóveis frente ao mar se apressa em retirar, proporciona ao ambiente matéria orgânica que será reciclada e permitirá o surgimento de uma vegetação de maior porte, típica da mata de restinga. Além disso, o jundu, apesar de ser uma planta frágil, representa uma eficiente barreira física contra o avanço das marés, garantindo a proteção das praias contra a erosão provocada pelas ressacas do mar. A área onde cresce a vegetação serve de faixa de alimentação e procriação de várias espécies de aves, pequenos répteis e insetos. Devido à sua função protetora, é importante que o jundu seja preservado, pois dele depende a manutenção do equilíbrio nas nossas praias. Espécies: Ipomea pes-caprae(foto), Spartina ciliata, Paspalum vaginatum, Blutaparon portulacoides, Dalbergia ecastophyllum, Sophora tomentosa, Lanthana câmara, Diodia radula ,Senecio bonarensis. |
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