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HISTÓRIA

A Sociedade Amigos do Juquehy – SAMJU (que hoje, para se adaptar à legislação, teve que mudar seu nome para Associação Comunitária Amigos do Juquehy) foi fundada no dia 6 de junho de 1976 e teve como primeira diretoria o médico Sylvio Borges (presidente), Mário Cerello (vice presidente), Cassiano Salles de Oliveira (1.º secretário), Maurício Faustino (2o. secretário), John Horst Lemke (tesoureiro) e João Baleizão (Diretor de Construções).

A primeira preocupação da diretoria foi construir um prédio que pudesse abrigar os postos médico e policial. A Prefeitura de São Sebastião cedeu o terreno e a construção foi inaugurada no dia 26 de agosto de 1978, com a presença do prefeito de São Sebastião, Coronel Gentil Antunes Correia. Johny, o tesoureiro e então dono do Hotel Timão – o primeiro da região – conta que praticamente “acabou” com uma caminhonete de sua propriedade, transportando material para a obra. E os jornais que noticiaram a inauguração falaram do feito incrível de uma sociedade de amigos de bairro, em praia distante, isolada, que construiu, sozinha, um posto médico e um posto policial, inteiramente equipados.Juquehy nessa época tinha 127 casas e uma população fixa de 585 pessoas.

Logo depois disso Sylvio Borges “inventou” outra melhoria: um telefone operado pelo rádio, que passou a ser o único entre Bertioga e São Sebastião. Formavam-se filas imensas nos feriados e finais de semana para usar o telefone. A SAMJU colocou uma telefonista e inovou contratando “estafetas” – meninos de bicicleta que iam levar os recados telefônicos nas casas. Teve um episódio interessante, do qual muitos ainda se recordam: um belo dia uma turista norte americana conseguiu falar para os Estados Unidos. A telefonista ficou nervosa e emocionada, quem estava por perto torcia e as pessoas da fila, quando a ligação foi feita, bateram palmas. Era Juquehy, ligado com o mundo!

A primeira ambulância também foi dada pela SAMJU e os primeiros carros para a Polícia Militar, idem. O posto de saúde funcionava diariamente, tinha um único médico e uma enfermeira. No começo, salários eram pagos também pela sociedade,. Depois de algum tempo isso foi absorvido pela Prefeitura de São Sebastião.

Em 1984 Horst John Lemke assumiu a presidência por dois anos. Foi nessa época que começou a luta da entidade pela rede de esgotos. E outra luta, contra o loteamento da Promarca, que desfigurava o morro entre Juquehy e Barra do Una com o planejamento de 42 lotes, alguns deles marcados em áreas de inclinação variando entre 34,65% a 61,64%. A briga pela rede de esgotos durou 18 anos. A lua contra o loteamento, cerca de 10 anos e só teve final feliz por ter sido criada, em São Paulo, a Coordenadoria das Curadorias de Meio Ambiente no Ministério Público. O primeiro coordenador, o promotor de justiça Dr. Edis Milaré veio pessoalmente a Juquehy ver o problema e iniciou ação contra a Prefeitura por ter aprovado o loteamento.

Em 1986 a jornalista Regina Helena de Paiva Ramos assume a presidência da SAMJU. A diretoria é composta por Moacyr Colli Júnior, Jurandir dos Santos, Elizabeth Orange, Toni Valdez Borges, Marianita Bueno, Edgard dos Santos, Roberto Machado Veloso, Maria Rabioglio, Nicolau Marino, Clecy Monteiro, Antônio Carlos Viana de Barros, Mário Cerello, José Leonardo de Moura Coutinho, Mário Apezzatto Júnior, Durval Rosa Borges, Paulo Debatin da Silveira, Fernando Penteado Cardoso, Lauro Barros de Abreu, Oswaldo Faustino, Pierre Georges Gibert. A posse, em vez de ser numa sala fechada, foi ao ar livre, em torno do plantio de uma quaresmeira e teve a presença do prefeito Luiz Rogério Martins.

Foi a época da contratação de fiscais de praia, uma forma de conscientização da população para não jogar lixo na areia e não levar cães à praia. Foram unificadas as quermesses do bairro (eram três, passou a ser uma apenas, na chamada Praça da SAMJU). Foram organizados diversos eventos esportivos, como gincanas para jovens. Ocorreu, ainda, o I Encontro das Sociedades de Amigos da Costa Sul de São Sebastião, embrião para o nascimento, dez anos depois, da Federação das Sociedades de Amigos Pró Costa Atlântica. (www.procostaatlantica.gov.br )

Foi a época, também, de uma reivindicação importante: um posto da Polícia Ambiental em Juquehy (naquela época o nome era Polícia Florestal). O posto foi inaugurado em 26 de setembro de 1987: prefeitura deu o terreno, SAMJU construiu as fundações e se responsabilizou por encanamentos de água e luz, Instituto Florestal montou a casa e SAMJU e Sociedade Amigos de Barra do Una equiparam o posto com tudo o que era necessário.

Em 1992 assume a presidência o advogado Moacyr Colli Júnior, reeleito em 1994 e em 1996. Continua a briga árdua pela rede de esgotos, com confusões incríveis entre CETESB e SABESP. A primeira empresa havia recomendado um determinado tipo de tratamento de esgotos (fluxos ascendentes) que a SABESP não aceita. Queria o processo de lodos ativados. A SAMJU havia gasto uma enorme quantia para fazer o projeto conforme especificações da CETESB e gasta novamente para adapta-lo às especificações da SABESP. Sendo que as duas empresas pertencem ao mesmo Governo de Estado...

Em 1998 assume a presidência o economista José Eduardo Badejo Kazniakowski. As obras da rede de coleta e tratamento de esgoto são iniciadas. O bairro Sertãozinho acaba sendo integrado no projeto. José Eduardo, além de continuar a luta pela esgoto (as obras são paralisadas e só reiniciadas dois anos depois) se destaca tentando organizar uma segurança privada pelo bairro, já então com a ocorrência de muitos assaltos, roubos, furtos.

Em 2000 assume a presidência o engenheiro Dov Koren. Que constrói a atual sede da SAMJU, duas salas acopladas ao prédio que a SAMJU construíra em 1978. Em 2002 assume a presidência Waldemar Pinto e em 2004, Latif Abrão Júnior.