Juquehy
| História |
|
Escrito por Administrator
Sáb, 06 de Março de 2010 18:22
|
|
|
A Sociedade Amigos do Juquehy – SAMJU (que hoje, para se adaptar à legislação, precisou mudar seu nome para Associação Comunitária Amigos do Juquehy), foi fundada no dia 6 de junho de 1976, e teve como primeira diretoria o médico Sylvio Borges (presidente), Mário Cerello (vice presidente), Cassiano Salles de Oliveira (1.º secretário), Maurício Faustino (2o. secretário), John Horst Lemke (tesoureiro) e João Baleizão (Diretor de Construções). A primeira preocupação da diretoria foi construir um prédio que pudesse abrigar os postos médico e policial. A Prefeitura de São Sebastião cedeu o terreno e a construção foi inaugurada no dia 26 de agosto de 1978, com a presença do prefeito de São Sebastião, Coronel Gentil Antunes Correia. Logo depois, Sylvio Borges “inventou” outra melhoria: um telefone operado pelo rádio, que passou a ser o único entre Bertioga e São Sebastião. Formavam-se filas imensas nos feriados e finais de semana para usá-lo. A SAMJU colocou uma telefonista e inovou contratando “estafetas” – meninos com bicicletas que levavam os recados telefônicos às casas. Houve um episódio interessante, do qual muitos ainda se recordam: Certa vez, uma turista norte-americana queria falar com os Estados Unidos. A telefonista ficou ansiosa e emocionada, as pessoas que estavam na fila e ao redor torciam positivamente. Quando a ligação completou, todos bateram palmas. Juquehy, estava ligada com o mundo! A primeira ambulância e os primeiros carros da Polícia Militar, foram doados pela SAMJU. O posto de saúde funcionava diariamente, com apenas um médico e uma enfermeira. No início, os salários eram pagos pela sociedade, após algum tempo, foi absorvido pela Prefeitura de São Sebastião. Em 1984, Horst John Lemke assumiu a presidência por dois anos. Nesta mesma época, começaram as lutas da entidade pela rede de esgotos e contra o loteamento da Promarca, que desfigurava o morro entre Juquehy e Barra do Una com o planejamento de 42 lotes, alguns deles marcados em áreas de inclinação variando entre 34,65% a 61,64%. A briga pela rede de esgotos durou 18 anos, e cerca de 10 anos, a luta contra o loteamento que obteve sucesso, pois, foi criada em São Paulo, a Coordenadoria das Curadorias de Meio Ambiente no Ministério Público. O primeiro coordenador, o promotor de justiça Dr. Edis Milaré, apresentou-se pessoalmente em Juquehy para analisar o problema, e iniciou ação contra a Prefeitura por ter aprovado o loteamento. Em 1986, a jornalista Regina Helena de Paiva Ramos assumiu a presidência da SAMJU. A diretoria era composta por Moacyr Colli Júnior, Jurandir dos Santos, Elizabeth Orange, Toni Valdez Borges, Marianita Bueno, Edgard dos Santos, Roberto Machado Veloso, Maria Rabioglio, Nicolau Marino, Clecy Monteiro, Antônio Carlos Viana de Barros, Mário Cerello, José Leonardo de Moura Coutinho, Mário Apezzatto Júnior, Durval Rosa Borges, Paulo Debatin da Silveira, Fernando Penteado Cardoso, Lauro Barros de Abreu, Oswaldo Faustino, Pierre Georges Gibert. A posse, aconteceu ao ar livre, em torno do plantio de uma quaresmeira com a presença do prefeito Luiz Rogério Martins. Nesse período, houve a contratação de fiscais de praia, uma forma de conscientização da população para não jogar lixo nas areias e não levar cães às praias. Foram unificadas as quermesses do bairro (eram três, com o tempo passou a ser apenas uma, na chamada Praça da SAMJU). Foram organizados diversos eventos esportivos, como gincanas para jovens. Aconteceu o I Encontro das Sociedades de Amigos da Costa Sul de São Sebastião, embrião para o nascimento, dez anos depois, da Federação das Sociedades de Amigos Pró Costa Atlântica. (www.procostaatlantica.gov.br). Outro fato importante, foi a reivindicação de um posto da Polícia Ambiental em Juquehy (que na época chamava Polícia Florestal). Este, foi inaugurado em 26 de setembro de 1987, a prefeitura deu o terreno, a SAMJU construiu as fundações e responsabilizou-se por encanamentos de água e luz, o Instituto Florestal montou a casa, a SAMJU e Sociedade Amigos de Barra do Una equiparam o posto com o que era necessário. Em 1992, assume a presidência o advogado Moacyr Colli Júnior, reeleito em 1994 e em 1996. A briga árdua pela rede de esgotos permanece, com confusões incríveis entre CETESB e SABESP. Sendo que a primeira, havia recomendado um determinado tipo de tratamento de esgotos (fluxos ascendentes) que a SABESP não aceita. Queriam o processo de lodos ativados. A SAMJU gastou uma enorme quantia para fazer o projeto conforme especificações da CETESB e novamente para adaptá-lo às especificações da SABESP. Sendo que as duas empresas pertencem ao mesmo Governo de Estado. Em 1998, destacou-se na presidência o economista José Eduardo Badejo Kazniakowski, com ele, as obras da rede de coleta e tratamento de esgoto foram iniciadas. O bairro Sertãozinho foi integrado ao projeto. José Eduardo destaca-se tentando organizar uma segurança privada pelo bairro, que tinha muitas ocorrências de assaltos, roubos, furtos. Em 2000, assumiu a presidência o engenheiro Dov Koren, que construi a atual sede da SAMJU. São duas salas acopladas ao prédio que a SAMJU havia erguido em 1978. Em 2002, a presidência passa ao Waldemar Pinto, e em 2004, Latif Abrão Júnior. |
|